quinta-feira, 27 de novembro de 2008

I sing..la..la..la...la..la..ra..la..la!!!

Há sons que só se escutam em certos momentos...para cada um desses "agoras" existe uma música...
A eterna banda sonora que nos acompanha, impreterivelmente, neste filme de existir...
Esta, soa-me a Jamaica ou a qualquer espaço onde me possa mover...faz-me dançar com a vida!

Sinto-me furiosamente livre quando danço...a alma faz-me cócegas e brindo sempre com um requintado não sentir nada... é um deixar-me estar! é um aplauso a cada partícula de mim mesma...e sorrio...sorrio..sorrio!!! É bom!! Desmesuradamente bom!

The passenger- (Se somos passageiros!!)
Iggy Pop!

I am the passenger
and I ride and I ride
I ride through the city's backsides
I see the stars come out of the sky
Yeah the bright and hollow sky
You know it looks so good tonight
I am the passenger
I stay under glass
I look through my window so bright
I see the stars come out tonight
I see the bright and hollow sky
Over the city's ripped backsides
And everything looks good tonight
Get into the car, we'll be the passenger
We'll ride through the city tonight
We'll see the city's ripped backside
We'll see the bright and hollow sky
We'll see the stars that shine so bright
Stars made for us tonight
Oh the passenger
Oh how he rides
Oh the passenger
He rides and he rides
He looks through his window
What does he see
He sees the bright and hollow sky
He sees the stars come out tonight
He sees the city's ripped backsides
He sees the winding ocean drive
And everything was made for you and me
All of it was made for you and me
Cause it belongs to you and me
So let's take a ride
And see what's mine
Oh the passenger
He rides and he rides
He sees things from under glass
He looks through his window side
He sees the things he knows are his
He sees the bright and hollow sky
He sees the city sleep at night
He sees the stars are out tonight
And all of it is yours and mine
And all of it is yours and mine
So let's ride and ride


quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Porque não!?


E gritar que o mundo é meu!...
e saber que a vida é boa...e fazer o que quero e não quero...e dizer que é bom demais...e viver o agora desmedidamente...e ser feliz com isso..e espremer o prazer de um segundo aqui!!
Porque não?!!!!

terça-feira, 25 de novembro de 2008

i'm not an addict

No quarto da memória vivem esquissos de sons...
Tanto de mim é música.!Sons do agora, do passado, do futuro. Sons intemporais, sons de passagem, sons de sempre...
Este ecoava há uma década_ num rasgo de recordação_ recrio esse momento:

Breathe it in and breathe it out
And pass it on, it's almost out
We're so creative, so much more
We're high above but on the floor
It's not a habit, it's cool,
I feel alive
If you don't have it you're on the other side
The deeper you stick it in your vein
The deeper the thoughts, there's no more pain
I'm in heaven,
I'm a god
I'm everywhere,
I feel so hot
It's not a habit, it's cool,
I feel alive
If you don't have it you're on the other side
I'm not an addict (maybe that's a lie)
It's over now,
I'm cold, alone
I'm just a person on my own
Nothing means a thing to
I feel alive
If you don't have it you're on the other side
I'm not an addict (maybe that's a lie)
Free me, leave me
Watch me as
I'm going down
Free me, see me
Look at me,
I'm falling and
I'm falling.
It is not a habit, it is cool
I feel alive
I feel...It is not a habit, it is cool
I feel alive


...Espera...


...Vivemos à espera...


Do outro lado!

À dias, senti um prazer que me perfurou até ao âmago...sons que não são de cá, solfejados em pinceladas de doçura...de magia, de rasgo... de paraíso, se isso existe?!Sei que os pés fugiram e fui morar longe...muito longe, a vibração das notas incorporou o batimento do meu músculo vermelho...todas as vísceras sorriram em coro!
Que sensação!! Que inédito momento!! Que felicidade!...Quem sabiamente fora dotado de tal poção, para nota a nota construir um vislumbre de ceú?!
A pincelada foi perfeita. Pintei-me dela. Ao vivo e a cores, derrota qualquer explicação!!
Pateta serei se ousar alguma vez o acto de tentar descrever em palavras, sensações e instintos que não se nomeiam.
Música do mundo! Do outro lado. Sons que não são de cá.

Deixo um pequeno resquisso disso:


Sigur rós!

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Chantily com ovos moles!


Chantily com ovos moles! enjoo matinal disforme...Na saqueta do chá escorre o nada e o tudo de uma catarrenhice..
Olho..com olhos em vendo, eis que percebo que o canto do pássaro ecoou muito mais á superfície..
..ficou boiando!

Cartas de amor!


"Poema "
Todas as cartas de amor são
Ridículas.

Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas).
Álvaro de Campos"

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Heartbeats

One night to be confused
One night to speed up truth
We had a promise made
Four hats and then away
Both under influence
We had defensin
To know what to say
I need some razorblade
To call for hands of above
To lean on
Wouldn't be good enough
For me, no
One night of magic rush
The star just simple touch
One night to push up stream
And then relieve
Ten days of perfect tunes
The colors red and blue
We had a promise made
We were in love
To call for hands of above
To lean on
Wouldn't be good enough
For me, no
To call for hands of above
To lean on
Wouldn't be good enough
And you
You knew you had to fight different
And you
Kept us away with wolf teeths
Sharing different heartbeats
In one night
To call for hands of above
To lean on
Wouldn't be good enough
For me, no
To call for hands of above
To lean on
Wouldn't be good enough




José González

Arco-íris...


Vermes passeiam...gemem dentro de mim. Monstros que crescem na subjugação de sentidos. Podridão..fede. Secreções sentidas sem vida. Estar bem onde não estamos, querer ir onde não vamos...gerar em nós o que não queremos. Nódulo miserável que se apoderou do meu canto. Deixai-me cantar. Gritar. Para quê tornar mudo o canto de um ser que ama e vive, que sente e crê? Transpirar neste parto de angústia por um anfíbio fedorento! Partícula invisível. Sai.

Furo na cratera.
Rebentei. Explodi. Rasgo.
Furo na bola de sabão!


Natureza suprema que entre a chuva e o sol, o cinza e o azul, permites o mais belo rasgo de cor:
Arco-íris.


domingo, 2 de novembro de 2008

Requeijão com doce de abóbora



Espreito pelo negro cinza o corrimão do arquipélago. Avisto ao longe as várias ilhas de um só mar. Vazios de xisto em purpúrinas. Na boca, o branco estreme, no infinito a abóbora.

Teu cheiro ainda mora no canal Júlio Dinis mas já não sobe ao penúltimo andar.
Espreitamos pela mesma órbita e escolhemos a nossa ilha. Fotografei pelo alto do castelo (por onde agora espreitas), como que para não me esquecer!! Ridícula...como esquecer se qualquer miserável partícula do cérebro a pinta a ouro?!!!
-É aquela. Disse-te eu. - Quero morar ali.
Do outro lado do rio, para nós mar, falava-se espanhol.
Idiomei, ainda assim, que haveria de ser ali. Naquela. Naquele misto. A fusão de planície onde vagueias, neste instante, clama por minha montanha.

Tudo negro.
De cinza, num repente, se pintou o céu.
Hoje, dia de todos os defuntos, fui pôr flores á tua campa. Não via teu rosto, mas saboreava em mim a doce abóbora. Perfeita combinação. Genial fundição.

- É um requeijão com doce de abóbora, se faz favor!