sábado, 25 de outubro de 2008

Apeteceu-me...sei lá porquê?!!

(Heath Ledger- Joker:))

Dormir em dia de guerra...é um bater de palmas à paz!!!
(Que bem o fizeste...! )

Viva la VIDA!!!

Fatel!!
(sabe bem recordar..."Como dizem os Coldplay: Viva la vida"!)

Gigante...



(Deixa-me contar uma história onde não entras...)

Por perto rondam gigantes e o sal, que corre, tempera com o azeite a certeza de um amar maior...efémero, irreal...?!!
Gemido por dentro, encanta-se com o universo onde brilha..., a estrela maior, pintando, a aguarela, o recanto castrado de minha pele.
Foi tornado real um trinta de fevereiro! Arrepio... o BELO!

"Senhores passageiros dentro de momentos chegaremos à estação de..."


Hoje é dia de festa!
No comboio fantasma roçam tumores malignos e as cicatrizes de outrora trazem volume de pena. Aberto a bisturi se vê nitidamente cada ramificação. Glândulas salivares emaranhadas numa troca.
Fim de viagem.
Aterrar não chega. Esculpir em incolor o que era riacho. E deixar no cansaço a humildade de um conto. Soneto de cobre em telhados flanela. Pinceladas de nada na canção do trovador. Cantiga de amigo?
De escárnio e de mal dizer... Com o certo de ouvir-se na campainha, por dentro, a lingua do cego e o fervilhar do ouvido.

Sentido, sem sentido?
Inexistência do tempo quando o tic tac não pega. Esfrega. Acorda.
Em solo de púrpura se sentam todos os que crêem. Pra gritar a liberdade em cavalo de D. Quixote. Mancha? Não mancha. É, ainda, incolor.

Que solfejo e que candura na mão do maestro!
Som virginal..."não vale a pena ir à procura de quem não quer ser encontrado" ...diz um Shakespeare com pena de ganso.

As garras em cimento devolvem a certeza de uma apoplexia qualquer.
Em que acidente oclusivo mora a certeza de ainda escorreres aqui?! Pela janela nada se vê. Contudo, ouvem-se, ainda, gemidos de um vazio castrado em embrião. Certeza de um espectro na irrigação pulmonar. Boca a boca não chega para a tontura encadeante do solstício de inverno. No cristal da cigana ainda não se vê Dezembro e na linha do equador não se percebe, ainda, a tal declinação em latitude. Não chegou a prometida, a maior noite do ano. Que velocidade atroz persegue esta Terra em torno do seu Sol?!

Ouso franzir o sobrolho! E entregar o bilhete ao Sr Pica. O comboio vai cheio. Pela janela nada, ainda. Dia de festa! Bate o latido pungente. Fim de viagem.

"Senhores passageiros dentro de momentos chegaremos à estação de...."

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Existir...


Fecho as janelas azeitona para não ver. Pulsos remendados, com linha pura de seda, cosidos em prol da sobrevivência...Quanta esquizofrenia condensada num só ser?! Um ser real. Pisou a cratera de existir para se dizer maior. Chumbo peganhento, em exame de vida. Sorrateiramente, a um jeito mais que humano, aniquila-se. Porque incomoda...porque fede na secreção dos sentidos. Desdenhar?! Pra quê?! se somos nós a querer, a mendigar o beijo ensanguentado da serpente que cospe o elixir da imortalidade. Antagonismo?!

Qual alquimista sedoso da panaceia que o contenta em solo terrestre. Nem tapete persa...Nem Hipócrates no Olimpo poderá curar esta enfermidade maior: Existir.

...Paris je t'aime...

"Quando te cansares de Paris...é porque te cansaste de viver..."

índios...(versão the gift...) é tão simples...

Quem me dera ao menos uma vez...





...explicar o que ninguém consegue entender...

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Crash duas e três vezes...

Uma ou outra vez, queria parar a memória...calá-la. Quebrar o raciocínio lógico e fazer a triagem. Mas uma e outra coisa sempre se asfixiam e acasalam num éter que contrariando a simples forma, possui volume e é detectável...Vejo a olho nu este turbilhão de ligações...colisões. E a carne queimada da explosão de carbono..liga em átomos dispersos um electrão e um protão...a microscópio vemos, bem no centro,no núcleo, o neutrão. Sereno. calado...nem murmúrios se lhe conhecem...Quem dera minha memória ser neutrão...e meu corpo o núcleo onde este mesmo habita. Dorme. Sereno.

Um crash em filme, traz outro filme consigo...era noite a banda tocava, era um solo, talvez...O bar deserto, alguns copos, poucas mesas...nós.

Crash into me (Dave Mathews) Bonito!

crash...e magenta!


Colisão...mil e uma formas de a viver..de a sentir..por dentro.

Vejo cenas no ecrã que me devolvem a certeza de cá estar. Uma cidade gigante, num planeta cheio de cor..onde ninguém se toca. Onde velhos sábios, de idades avançadas, cumprimentam os cães do vizinho..para deles obterem um simples: Boa tarde! Como está!? Um som, um murmúrio..um gemido..um suspiro... pedem tão pouco.

Há palavras tão simples, custa assim tanto expeli-las por entre os lábios que de vermelho arrogante tantas vezes pintamos?! E há tanto em nós. Tanto calor...tanto de tudo...há cores inventadas na paleta do pintor...e há magenta! Haverá sempre o magenta, para mostrar à mão criadora a certeza de uma nova cor..uma cor que sendo já tão peculiar tudo pode misturar e transformar. Onde todos moramos!


Descobri-o hoje, agora. Na esfera de cores, vem nas primárias, cores mãe, cores que não podemos obter através de nenhuma outra... mas a partir das quais, misturando e tornando a misturar, podemos obter todas as cores da natureza...da vida. Porque é que no corropio certeiro da cidade gigante, onde tantas minhocas se movem, não olhamos simplesmente p'ró alto e vemos?! Magenta!

O céu em magenta vem mostrar a certeza de podermos tocar-nos. Colidir.
Crash...

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

anestesia...


A chuva chegou e em cada gota me banhei...dancei. A dança da chuva! Feliz, como em terras de outrora, agradeci como dádiva a sua chegada. Devagarinho, cada gota se entornou na alma e da pele brotou o sentir mais tranquilo. O de me saber viva. Assim, só.
Simples, tão simples podem ser as coisas. Poesia molhada em tinta permanente. Poesia cantada liricamente. Há dois dias que não me sinto, contudo. Só hoje a chuva me devolveu a certeza de sentir tudo..os ossos quebrarem, gelarem. Até aqui bailei numa dança coral, espécie de india tribal. Sem medir consequência, me movi, andando daqui para ali...dançando...numa coreografia a dois tempos.

Parei. Percebi. Anestesia total. Não sei como ou quando a tomei mas sentia-lhe os sintomas, as causas.
Provoca: Ausência ou alívio da dor e outras sensações...possíveis alterações das funções vitais. Estado de inconsciência reversível, imobilidade, analgesia e bloqueio dos reflexos autonómicos. Controle da pressão arterial e da frequência cardíaca.

O sentir entrou em coma...a dança parou.
Tudo explicado, portanto.